At some point, between the third unread message and the quiet realization that life went on perfectly fine without us, it hit me: maybe the most humiliating thing we do isn’t having relationships; it’s acting like we’re irreplaceable while having them. And I couldn’t help but wonder that maybe it’s time we stopped embarrassing ourselves and started living with a truth we’ve been avoiding for far t... » Continue Reading
Há uma altura em que os relacionamentos deixam de começar por entusiasmo e passam a começar por exaustão. Já não entramos neles com aquela convicção ingénua de quem acredita no extraordinário, mas com o pragmatismo cansado de quem só quer que resulte. E eu não pude deixar de me perguntar se, muitaz vezes, estamos juntos porque queremos mesmo aquela pessoa; ou porque desistimos de acreditar que exi... » Continue Reading
Last September, i had the chance and the time to visit my family in the North of Portugal. I also had the oportunity to invite one good friend of mine, Maria, which was an offer she could not refuse. And off we went. This was even before we left my hometown, Ovar. The train station there is old and over its glory days. We actually have to cross the tracks to get to the other side, which is awesome... » Continue Reading
Há uma pressão silenciosa que aparece assim que começamos a gostar de alguém. Uma espécie de manual não escrito que sugere que certas versões de nós devem ser arrumadas, dobradas com cuidado e guardadas numa prateleira alta. O “eu solteiro”; espontâneo, ligeiramente egoísta, cheio de manias e horários estranhos; passa rapidamente a ser visto como algo inconveniente, quase embaraçoso. E eu não pude... » Continue Reading
Os relacionamentos mudaram mais depressa que aquilo que nós, solteiros, conseguimos acompanhar. Antes, as pessoas amavam porque era inevitável, porque a vida lhes empurrava alguém para o caminho. Agora parece que amam porque precisam; precisam para existir, para provar qualquer coisa, para mostrar que têm valor. Hoje, só se realizam em relações, como se a felicidade tivesse sido privatizada e o ac... » Continue Reading
Há dias em que sinto que namorar em Lisboa é como tentar arrendar um T1 no Príncipe Real com o meu salário de estagiário: tecnicamente possível, praticamente ridículo. E, enquanto atravessava a cidade no outro dia; naqueles passeios que só servem para nos convencermos de que ainda temos esperança; dei por mim a pensar: será que o amor também ficou gentrificado? Porque antes, pelo menos na minha im... » Continue Reading
Há noites em que Lisboa parece uma dessas cidades luminosas que só existem em filmes; aquelas onde toda a gente encontra o amor menos tu, que ficas com o papel secundário de figurante emocional, sempre em cena mas nunca realmente na história principal. E foi exatamente assim que me tenho sentido quando saímos os quatro: eu, a Eva, a Vera e a Sofia. Elas vêm radiantes, e eu… bem, eu venho só acompa... » Continue Reading
Nestes ultimos dias, não tenho conseguido deixar de pensar se, na era dos matches instantâneos, das compatibilidades astrales e dos clássicos “adoro viajar” em todas as bios, ainda existe espaço para aquele amor à moda antiga; o que não precisa de filtros, nem astrologia, nem três fotografias na praia para provar que existe. Ou será que andamos todos só à caça daquela química improvável, fugaz, o ... » Continue Reading
Fiz todas as minhas melhores memórias com pessoas que nunca mais irei falar com. E isso é a parte mais estranha da minha (e da tua) vida. Há capitulos que se enchem de risos, amor e conversar tardias à noite, e que ainda assim se finalizam sem um final. Nem sempre recebemos um adeus, porque, às vezes, as pessoas preferem se desvanecer para o fundo das nossas vidas, deixando para trás ecos de momen... » Continue Reading
There's a time in life when we stop believing in grand beginnings. The innocent excitement of thinking everything can be new is gone; only a sense of déjà vu remains, as if each story comes with captions we already know by heart. Perhaps the city of Lisbon should be renamed "Lis More-of-the-Same," because it's no longer boa at all. It's always the same script: two people meet, exchange glances, pr... » Continue Reading
Há uma altura da vida em que deixamos de acreditar em grandes começos. Já não há aquela excitação inocente de quem acha que tudo pode ser novo; só a sensação de déjà-vu, como se cada história viesse com legendas que já conhecemos de cor. Talvez devesse-se trocar o nome da cidade de Lisboa para Lis Mais-do-Mesmo , porque de boa já não tem nada. É sempre o mesmo guião: duas pessoas encontram-se, tro... » Continue Reading
Há dias em que sinto que a felicidade está sempre a acontecer noutro lugar. Como se fosse uma festa para a qual todos foram convidados; menos eu. E, mesmo quando chego perto, há sempre qualquer coisa que me falta. Um pormenor, uma promessa que não se cumpre. Lembro-me de uma noite em que tudo parecia alinhado: a roupa certa, a bebida certa, a companhia certa. E, num piscar de olhos, percebi que nã... » Continue Reading