A entidade que me assombra se manifestou em meus sonhos. Senti o aconchego de seus braços; um calor inexplicável floresceu em meu coração. Essa assombração sussurrou músicas bonitas e tristes à minha alma. A entidade nobre está azul e lamenta por minhas atitudes homicidas, mas também sente saudades.
Às vezes, eu queria que fosse um fantasma vingativo, que sentisse raiva por mim, que me odiasse até a morte. Não sei quantas vezes a vida o matou; por isso, não sou capaz de dizer em qual morte ele está. Queria que carregasse consigo a dor da própria fúria. Mas essa raposa é teimosa: vive oscilando pelo ar, levando e trazendo suas canções que ecoam dentro da minha alma.
Como se cura uma ferida? Como se abandonou um passado? Que os espíritos guiem um caminho gentil e sereno.
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