Já existiu algum dia, que a senhorita não louvara para a morte?
Esta foi a pergunta que a criatura sem gênero a questionava dentro daquela praça, por debaixo de um guarda-sol sob uma mesa de chá. A mulher a sua frente apenas sorriu e deixa sua xícara na mesa.
Já existiu, mas ele não se incomoda com estes dias sem fé.
Quando pequena, ele sabia que meus louvores não tinham a fé que eu buscava.
Se mostrou a mim, direcionando-me para onde os louvores eram ouvidas.
Desde então, rezo cada momento que desejo que se mostre a mim novamente.
A criatura então se levanta, acompanhando a mulher entre suas flores vermelhas. Rosas, eram a sua favorita, belas que mal podiam se tocar pelos seus espinhos. Wuz não temia a mulher, a via como mãe, uma mãe que busca cuidar de todas as rosas que lhe nomeiam de mãe.
Veja-me, elas não me machucam, não sinto dor
Doce mãe então abraça suas rosas, penetrando seu vestido a ferindo pelas áreas de seus braços, cada gota de sangue remedendo as lágrimas que as rosas sentem ao tocar na mulher, da qual esconde tudo entre um sorriso, e só as rosas escutavam ela, apenas as rosas escutam seu louvor.
O que temas? Isto para mim são curativos, doces curativos que derramam em minhas prezes.
Eu nasci delas, das rosas, vermelha e espinhosa, como coroa de sangue.
Eu escuto suas dores, as minhas dores. O que temas?
Me deixe lhe abraçar, sentir seu choro da sangue sob meu manto branco.
Eu lhe acolho, mesmo que doa.
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