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Category: Life

As vezes eu quero demais, e eu nunca sei se mereço

 

Minha cabeça anda atordoada esses últimos dias, ando pensando demais. É estranho escrever quando tudo o que você sente é um vazio e uma tristeza imersa numa imensidão de pensamentos cheios de cor e desejo. Desejo ilusório que sempre me põe sobre contradição, dúvida e uma incerteza demasiada do porque me sinto assim. Serei feliz? Quando a dor passar? Que dor estranha é essa que não se apresenta em motivos objetivos? Eu não entendo o porque adentro de tanta clareza de quem eu sou e de onde quero ir, essa tempestade invade meus pensamentos. Essa sensação de que não pertenço ao mesmo lugar que as outras pessoas, pessoas normais me deixa pra baixo. Eu sou jovem, tenho tempo, minha cabeça é um turbilhão de ideias. Na verdade eu assumi muitos compromissos, e hoje não consigo viver sem assinar em baixo. É como viver em uma eterna clausura contratual de que durante todo esse tempo eu estou determinado e devo seguir a ferro e fogo toda essa oscilação. As vezes me sinto como uma montanha sinuosa. Não sei se o que eu busco é aprovação interna, ou externa. Na maioria das vezes, mesmo sendo tão expressivo, eu não consigo entender e nem transcrever o que sinto para as pessoas. Ninguém entende esse desejo de ter tudo, e não ter nada. Nesse exato momento, a Marina Lima é a minha melhor amiga, a minha solidão e a minha rádio laranja são as coadjuvantes do meu monólogo. Uma reflexão sincera para dizer que eu não faço ideia de onde eu estou, e para onde eu devo ir. 

Quero viver um romance meio bossa nova e rock’n roll, mostrar minha vulnerabilidade e me permitir nem que seja por pouco tempo, a ser amado sem inventar motivos para estragar a experiência de ser feliz. Esses dias visitei duas universidades. Me adoece saber que falta pouco tempo, eu sinto que falta, mas ao mesmo tempo parece tão distante, tão longe. 

Esses dias eu li em uma matéria, que a cor laranja carrega o processo do luto, de entender que muitas coisas, não haverão respostas, e é justamente aí aonde a beleza mora. Essa beleza de que um período se encerra, com saudosismo e anseio de um lugar desconhecido. Quero pular no abismo sem saber o que tem do outro lado, mesmo sendo difícil arriscar no escuro. 

Eu quero tanto viver, mas me sinto fora do compasso do resto. Minha mente mora num quintal de casas de madeira, e um pé de jabuticaba no meio. 

Provavelmente eu vou ler isso e não vou entender patavinas do que eu quis dizer, mas eu precisava.



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