Quando pensamos em “vida”, provavelmente o primeiro pensamento que temos, somos nós, seres humanos. Essa afirmação não está incorreta, somos vida. Mas será que contribuímos para a vida?
Vivemos em um sistema que se beneficia de recursos limitados em prol do capital. Extraímos até o que não é necessário para agradarmos nosso ego, sentir a sensação de ter, de poder ter, e de ter MUITO. Mas a que custo?
A ambição inegavelmente é um problema do homem. Ter mais, extrair mais. Ter mais, gastar mais. Tudo isso pra viver em um sistema que nos OBRIGA a consumir pra ter uma vida minimamente digna, que comercializa nossas necessidades (e muitas vezes as tornam inacessíveis), nos proíbe de viver com calma, satisfação e prazer (longas jornadas de trabalho ou condições precárias).
A vida (humana) não é útil justamente por tirar da natureza, e não acrescentar. Que diferença nós fazemos aqui? As piores, as mais destrutivas e degenerativas possíveis. Não temos empatia nem por nós mesmos, somos naturalizados de uma sociedade individualista que só te enxerga enquanto você pode produzir…
P.S: o título do post é o título de um livro, escrito por Airton Krenak. Recomendo que leiam!:3
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