Há uma pessoa... Ela é incrível, simplesmente incrível. Uma daquelas pessoas que te deixam sem fôlego quando você a vê, te geram tontura ao ouvir sua risada, e te colocam ainda mais perto de uma arritmia após algumas conversas com ela... Por isso eu vou decepcionar ela.
Eu acabei de terminar um namoro. Namorei com uma pessoa que eu acreditava fielmente que um dia me veria entrando em um salão vestida de branco e choraria por estar prestes à colocar um anel no meu dedo. Atualmente estou passando pelo luto desse relacionamento. Sem duvida alguns dias penso mais nele do que em outros. E pouco tempo atrás eu estaria pegando leve com meus sentimentos, dando um passo de cada vez, não formando culpa a partir do que ainda sinto... mas claro, há alguém incrível nessa equação, alguém que quer estar próxima de mim... Por isso eu vou estragar tudo.
É nítido que não estou apaixonada pela Srta. Sintomas de Arritmia, mas eu tenho muita afeição por ela... uma afeição que temo tornar-se em uma curiosidade de explorar afetos de todas as formas possíveis. Não atrevo-me a nomear meus sentimentos por ela, é nebuloso, mas conversamos sobre e estamos bem com isso. Trocamos carinhos aqui e ali, e certas proximidades inesperadas em alguns momentos, não sinto nenhuma maldade no seu toque, e sempre retribuo da mesma forma. Tudo isso faz com que eu sinta a leveza de uma daquelas paixonites de ensino fundamental.
Chegamos na conclusão de que tudo que sentimos e ações que tomamos são reciprocas, e isso alivia-me muito: Queremos a proximidade uma da outra, sem esperar nada além disso. Nada além de estarmos juntas no momento.
Okay, é agora que a sua locutora complica a história que vem-se mostrando (até que) bem resolvida. Eu tenho consciência de que essa pessoa gosta da minha companhia/pessoa mutuamente, então ela já interpretou-me e decidiu o que e como pensa sobre mim. Por isso, tudo que eu fizer pode ir contra as formas que essa pessoa me vê, e isso enlouquece-me, pois eu quero agradá-la, e quero ser fidedigna com a visão tão carinhosa que fez de mim.
Mas não quero encaixar nessa pessoa, pois sei que é o que faço. Eu diminuo para caber no que acredito que ela precise ou no que vá gostar, e assim esqueço de continuar a explorar quem eu sou. Não gosto de quem me torno quando estou em um relacionamento. Meu último relacionamento foi marcado por isso, eu fui perdendo-me conforme o tempo passou, não apenas para caber na relação, mas certas circunstâncias da minha vida fizeram com que eu perdesse-me de mim mesma. Conforme deixei de ser quem eu era, não havia mais espaço para aquela estranha na nossa relação, nenhuma das duas partes parecia simpatizar muito com ela, nem ele e nem eu mesma.
Além do mais, eu não quero brincar com seus sentimentos. É um momento confuso, para ambas!! Porém, sinto que o chão é mais liso do meu lado e a chance de eu cair é maior. Se a dor da queda refletisse em mim eu aceitaria, mas é uma dor injusta, vai doer mais nela a minha queda, o meu deslize... Por isso eu não quero machucar ela.
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