Eu não vivo em nenhuma fotografia,
Nada sobrou de quando eu vivia,
Fui condenado pelas areias,
A ser enterrado de fora das ceias,
Meu nome foi levado pelo vento,
Oque me resta é o arrependimento.
Um brinde à minha solitude,
Para que eu comtemple esse final,
Não há oque mude,
Nem mesmo algum sinal,
Apenas a inquietude,
Que fere como o sal.
Logo me tornarei omitido,
Sendo coberto pelo nevoeiro,
Parte do vazio me mantém perdido,
Nos ponteiros do tempo traiçoeiro,
Estou empoeirado e encardido,
Do relógio me transformei prisioneiro,
Eu fui esquecido.
-Eu, Versos não ditos.
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